O faixa-preta 

 

Em março de 2003 o Grupo Nova Era de Aikido cresceu  um pouco mais, formando dois novos faixas pretas. Agora já são sete os alunos com graduação de Dan "faixa-preta para cima" formados desde o início das atividades de nosso grupo. Este número é expressivo se levarmos em consideração que iniciamos efetivamente nossas atividades em 1992. Gostaria de parabenizar a Sensei Maria Luiza e seus instrutores pelo grande feito.

 

Tanto os professores como os alunos empenharam-se ao máximo para prestarem um exame de alto nível, e não apenas cumprindo uma formalidade. Conseguiram com este empenho apresentar um excepcional exame.

 

Aos Novos faixas-preta da Augusta, Flávio e Alexandre, meus sinceros parabéns pelo excelente exame prestado, e também ao empenho que ambos mostraram nestes últimos meses, e porque não dizer anos? Fico muito feliz de poder ver nosso grupo cada vez mais fortalecido através destas pessoas que realmente tornam-se mais um alicerce do grupo.

 

Tanto para os antigos graduados como para os mais recentes é que escrevi este texto, visto que sempre é bom recordar ou mesmo aprender um pouco mais sobre a nossa graduação.

 

Quais são as responsabilidades do faixa-preta? Essa é uma pergunta bem interessante... Já que uma resposta direta e definitiva torna-se impossível,l aqui estão alguns pontos interessantes pelo menos com referência ao nosso grupo de Aikido. O aluno pode levar em consideração estes pontos quando treinando, ensinando ou mesmo em outras situações mais suscetíveis a deslizes... como ao participar de um evento de outra organização:

 

Φ O faixa-preta é um exemplo incondicional para todos, quer queira ou não! Mantenha isso em mente sempre!

 

Φ O faixa-preta é considerado, até certo ponto, como que um representante do grupo a que pertence. Deve-se levar isso em consideração quando participando de eventos dirigidos por outras organizações. Quero dizer com isso que ele deve portar-se com todo o zelo para não cometer nenhuma gafe demasiadamente gritante.

 

Φ Todo faixa-preta, deve compreender seu papel durante uma aula prática de Aikido. Sua função não é o de professor e portanto deve abster-se de corrigir qualquer um a não ser que o aluno não esteja conseguindo realizar nada... e assim mesmo sempre que possível o ajude de forma física, ou seja, o conduza para o movimento certo aproveitando-se da função de Uke. Deixe as correções a cargo do instrutor responsável pela aula.

 

Φ Sempre que possível após o treino o faixa-preta deve dobrar o Hakama de forma tradicional, mantendo-o em boas condições para a próxima aula sem que o mesmo perca as pregas que o caracterizam. Dobrar o Hakama nem sempre é possível, mas sempre que o for deve ser realizado... Isso mostra respeito a graduação que se possui, e conhecimento de que o Aikido não é apenas uma atividade física mas também uma ferramenta de auto-conhecimento.

 

Φ Quando participando de um treino onde o instrutor seja menos graduado que você, lembre-se que à ele foi delegado a responsabilidade de instruir os alunos, sejam eles menos ou mais graduados! Você está apenas treinando, como todos os demais alunos... Novamente abstenha-se de correções ou comentários técnicos, durante e após o treino. Lembre-se que o Aikido é uma forma de expressão muito rica, e que cada pessoa o assimila de forma diferente. É muito enriquecedor quando conseguimos deixar nosso ego um pouco de lado e realmente aproveitar a experiência de outras pessoas, sejam elas praticantes ou não.

 

Φ Nem todo o faixa-preta é um instrutor, mas quando você dirigir-se à um aluno mais antigo sempre o chame pelo nome, e não o apelido! Seguido do sufixo Sensei... Exemplo: Carlos Sensei. A palavra Sensei tem como significado algo como "aquele que veio antes", ou seja, alguém com mais experiência e não necessariamente o significado restrito de professor a que estamos acostumados.

 

Existem muitas outras observações que poderia dispor aqui neste texto, mais com certeza as que aqui estão já servem para o aluno ter uma idéia geral de como portar-se durante situações que eu considero críticas no Tatami.

 

Rubens Caruso Júnior

07/04/2003

10h15